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Pesquisa aponta que 76% dos brasileiros se automedicam (Universidade Metodista, 19/5/2016)


 

Usar medicamentos sem prescrição médica pode gerar reações alérgicas e intoxicação

ERIKA DAYKEM

THAMIRIS GALHARDO


A automedicação pode gerar consequências graves quando feita de forma inadequada. É o que mostram os dados da pesquisa realizada em 2014 pelo ICTQ (Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade). Nela, 76% dos brasileiros afirmavam se automedicar. O levantamento também mostra que cerca de 62% das pessoas que possuem esse hábito sabem dos riscos a que estão propensos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a automedicação por remédios considerados "simples" como analgésicos e antiácidos podem acarretar doenças mais graves, sendo que essas medicações podem esconder sintomas de agravamento das doenças. A instituição também alerta que a atenção ao uso de antibióticos deve ser redobrada, já que o uso abusivo pode facilitar o aumento da resistência de microorganismos.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) o uso irracional de medicamentos é feito por 50% da população mundial e a venda de medicamentos receitados ou vendidos inadequadamente é de 50% também.

Para isso, o Ministério da Saúde criou em 2007 um Comitê Nacional para Promoção do Uso Racional de Medicamentos com o objetivo de garantir ações com o intuito de monitorar o uso irracional de medicamentos e alertar para o prejuízo do hábito.

De acordo com o clínico geral e emergencista do Hospital Assunção Rubens Martins Neto, a automedicação é um problema de saúde pública no Brasil. “Muita gente usa medicação de forma irregular, porém isso pode gerar várias complicações. No caso de ingerir alguns remédios, como antibióticos, pode facilitar o aumento da resistência de bactérias”, explicou Neto.

Outro fator de risco seria a interferência em tratamentos posteriores, potencializando ou anulando o efeito de outro remédio. “Se você usar de maneira incorreta ou irracional, você pode ter reações alérgicas, dependência da medicação e até, em alguns casos, a morte da pessoa.” Neto também alerta sobre como as reações desses medicamentos podem mascarar doenças mais graves, como a pneumonia.


Segundo o dono da Drogaria Mesquita Euvaldo Mesquita de Oliveira, houve aumento de 20% na frequência de pessoas que procuram remédios sem prescrição médica. “Algumas pessoas chegam aqui falando que estão com sintomas comuns de gripe, como febre e dor no corpo e, então, compram analgésicos”, afirmou.


O estudante de medicina Amr Kalander, 19, ingere medicamentos por conta própria porque confia nos remédios. “Como já estou familiarizado com as fórmulas, não procuro médico para prescrever a receita”, explicou o estudante. Além disso, Kalander contou que faz indicações para os conhecidos por, principalmente, sempre tomar os mesmos remédios e nunca ter tido reações alérgicas.


*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

 

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