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Entenda o que é o VSR, vírus que vem assustando pais de crianças (ABCD Maior, 07/04/2017)

 


Febre baixa, tosse, falta de ar, chiado no peito e coriza. O VSR (Vírus Sincicial Respiratório), típico do outono e inverno, está em circulação na região sudeste. Pais de crianças com menos de dois anos precisam ficar atentos para evitar a contaminação. A bronquiolite e a pneumonia são as doenças mais comuns provocadas pelo vírus, que atinge em cheio o sistema respiratório. O contágio acontece principalmente pelo contato com a secreção.

A doença chegou a levar Nícolas, filho de 1 ano e quatro meses da mauaense Tatiane Soares Kobashigawa, 31 anos, para o hospital. "Meu filho começou a ter crise respiratória muito forte antes mesmo dos seis meses. Ele vivia no balão de oxigênio", afirmou a dona de casa.

Segundo estudo epidemiológico (Brazilian Respiratory Virus Study – Brevi) realizado em Porto Alegre, Curitiba e Ribeirão Preto, indicou que o VSR é responsável por 66,7% dos casos de internações de prematuros, para os quais pode causar infecções respiratórias graves e hospitalizações recorrentes, com necessidade de ventilação mecânica.

De acordo Deborah Ascar Requena Perez, responsável pelo setor de internação Pediátrica do Hospital Assunção, em São Bernardo, ?a temporada de maior circulação do vírus se dá entre os meses de março e agosto. Os sintomas em crianças acima de dois anos e adultos saudáveis são semelhantes aos de um simples resfriado, mas pode ser fatal no caso de bebês prematuros ou com fatores de risco associados. "Em caso de infecção, o pulmão e os brônquios inflamam, restringindo a passagem de ar e dificultando a respiração. Por isso, em casos graves, a complicação do quadro pode levar ao óbito. Outro agravante é quando a doença viral evolui para infecção viral, transformando em pneumonia", alertou a especialista.

Antes mesmo que o problema se agravasse, Tatiane iniciou os tratamentos. Além de gastar R$ 200 com medicamentos, a dona de casa conta ainda com ajuda da saúde pública. "O posto de saúde me fornece bombinhas e remédios para o nariz. Já o medicamento mais caro estou conseguindo pegar no Hospital Estadual Mário Covas", declarou.

Como é uma doença viral, não há tratamento para cura, é o que explica a especialista. "O que existe é uma vacina de anticorpos que deve ser administrada entre meses sazonais. Além disso, há o tratamento feito pela fluidificação da secreção e fisioterapia respiratória", afirmou.

Para não correr mais riscos de contágio, a mãe de Nícolas, que tem mais dois filhos pequenos (um de seis anos e outro de 41 dias), toma alguns cuidados. "Passamos álcool em gel nas mãos, evitamos contato direto com meu filho quando ele tem crise e não compartilhamos toalhas", contou. A médica acrescenta. "É bom evitar ambientes cheio de pessoas e fechados, restringir contato de adultos resfriados e procurar o médico assim que aparecem os sintomas", declarou.


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